GreenCustoms
Knowledge Series No. 29
Identificação de artigos de
contrafação
Desenvolvido pelo Secretariado CITES
Questões a responder
• O que são artigos verdadeiros ou falsos?
• Um artigo de contrafação continua a ser um produto
selvagem que é controlado pela CITES?
2
Visão geral
• Esta apresentação fornece pistas sobre a
identificação de artigos falsos ou de contrafação
dos seguintes grupos:
–
–
–
–
–
–
–
–
Caviar
Pelos e peles de mamíferos
Corais preciosos
Carapaça de tartaruga
Peles de cobra
Marfim
Peles de crocodilos
Conchas gigantes
3
Caviar
Caviar
• Por si só, na generalidade não é possivel à vista,
identificar espécies de esturjão presentes num recipiente,
e uma espécie pode ser vendida por outra
• Também é difícil distinguir o caviar de esturjão de alguns
substitutos ou alternativos (outros ovos de peixe, ou
caviar artificial)
• Identificação de caviar ao nível da espécie requer
análises forenses detalhadas (ex. Testes de DNA)
• Felizmente, o caviar existente no comércio está rotulado,
e isto pode ajudar a garantir os requisitos
5
Embalagem de Caviar
• A embalagem nem sempre é um indicador
credível, uma embalagem de contrafacção por
vezes tem um aspecto melhor do que o real
Embalagem real
Embalagem falsa
6
Pelos e peles de
mamíferos
8
Pelos e peles de mamíferos
• Distinção entre verdadeiras e imitações
– Peles inteiras, em bruto ou curtidas apresentam uma
forma irregular e inclui partes como caudas, pernas
etc…, bem como imperfeições ou marcas do abate
– As peças cortadas podem ter tamanhos irregulares,
mas mostram claramente um base de couro
– Imitações de peles são geralmente feitas de poliéster
ou materiais acrílicos
8
9
Pêlos e peles de mamíferos
• Distinção entre verdadeiras e imitações (vestuário)
– Afaste os pêlos para ver a base
• Pele verdadeira terá couro na base que é esbranquiçada,
ou, possivelmente, tingida da mesma cor que a pele
• Imitação de pele terá uma base de pano ou tecido
– Se a base não é claramente visível numa peça de
roupa, tente ver o lado de baixo da "pele", talvez
desfazendo algumas costuras
9
10
Pelos e peles de mamíferos
• Distinção entre verdadeiras e imitações (vestuário)
– Se a pele não for tosquiada, veja os pêlos longos com
uma lupa
• O diâmetro do pêlo verdadeiro é menor na ponta, o
diâmetro do pêlo falso é sempre igual
– Remova alguns pêlos e, longe do espécime, queime-o
• O pêlo verdadeiro cheira a cabelo humano queimado, o de
imitação não
10
11
Pelos e peles de mamíferos
• Distinção entre verdadeiras e imitações (vestuário)
– Experiência é uma ajuda real
– Imitação de pele não tem a aparência, brilho ou outras
qualidades de peles naturais
Verdadeira
Imitação
11
12
Pelos e peles de mamíferos
• Peles falsificadas podem ser de peles verdadeiras, mas
não são as espécies que os comerciantes dizem ou que
estão identificadas na documentação, rótulos ou outras
marcas
– Peles de espécies comuns (ex. Gato doméstico,
coelho, cão, cabra) são tingidos ou coloridos à mão
para se assemelhar a espécies raras (ex: peles de
tigre de falsificadas)
– Couro é prensado com um padrão semelhante a
espécies raras (ex. elefante)
12
13
Pelos e peles de mamíferos
Couro de vaca prensado vendido como “genuíno couro de
elefante”
13
14
Pelos e peles de mamíferos
Pele de tigre falsificadas
14
15
Pelos e peles de mamíferos
• Curiosamente, pele verdadeira (sempre de Cão-mapache
Asiático Nyctereutes procyonoides, não-CITES) pode ser
marcado na roupa como “imitação de pele” (ou “pele
artificial”)
15
16
Pelos e peles de mamíferos
• Peles falsificadas são geralmente para enganar pessoas
que não estão familiarizadas com peles verdadeiras
– Peles de baixo valor são apresentadas como sendo
peles de alto valor
– NOTA: Peles de grande valor
nunca passam por peles de
baixo valor, e peles de
grande valor não são
suscetíveis de ser utilizadas
em produtos “comuns”
16
Corais Preciosos
Corais Preciosos
• Estes grupos de corais estão incluídos nos anexos da
CITES
– Corais negros Antipatharia spp., anexo II
– Corais vermelhos ou rosa (Corallium elatius, C. japonicum, C.
konjoi, C. secundum - anexo III, China)
– Coral azul Heliopora coerulea, anexo II
– Corais rocha SCLERACTINIA spp., anexo II
– Corais tuboríferos Tubiporidae spp., anexo II
– Corais de fogo Milleporidae spp., anexo II
– Corais de renda Stylasteridae spp., anexo II
18
Coral vermelho e rosa
• Utilizações do coral vermelho e rosa
– Joalharia
– Objetos de Arte
– Ervanárias e medicina
homeopática
19
Red and Pink Coral
• Isto é Corallium?
– O verdadeiro Corallium apresenta uma
superfície estriada longitudinalmente
– Corallium de imitação, como o vidro,
porcelana ou calcedónia tingida pode ser
frio, plástico quente e as estrias não são
paralelas
– Corais tingidos ou polímeros impregnados de outras
espécies podem ser identificados pela superfície
porosa a qual pode, ou não, ser preenchida com um
polímero
20
Coral vermelho e rosa
• Isto é Corallium?
– Corallium possui uma textura sólida
– com muito poucos buracos visíveis
na sua superfície externa polida,
além de um aglomerados de buracos
muito finos que são os restos do
canal central do coral
– O Corallium verdadeiro é muito
caro
21
Coral vermelho e rosa
• Isto é Corallium?
– Corallium pode variar de cor desde o
vermelho escuro até rosa ou quase branco
22
Coral vermelho e rosa
• Corallium rubrum
23
Coral vermelho e rosa
• Corallium elatius (anexo III)
24
Coral vermelho e rosa
• Corallium secundum
(anexo III)
25
Coral vermelho e rosa
• Corallium konojoi (anexo III)
• Corallium japonicum (anexo III)
26
Semelhantes ao Corallium
• Coral esponja (nome comercial) é feito por
peças tingidas da espécie Melithaea ochracea
da ordem das Gorgonaceais (não-CITES)
• Pode ser identificado pela sua superfície
áspera e porosa; por um padrão reticulado em
tons mais leves ou manchas castanhas, ou
redemoinhos que ainda são visíveis em
superfícies polidas, e pelo pigmento vermelho
podem ser visíveis defeitos, e buracos na
superfície polida
• Corais esponja também podem ser
impregnados de resina para aumentar sua
durabilidade
27
Semelhantes ao Corallium
• Coral esponja
28
Semelhantes ao Corallium
• Coral bambu Keratoisis profunda (Família Isididae,
não-CITES) é correntemente utilizado como substituto
de Corallium
• Coral bambu possui um esqueleto que se assemelha
ao bambu - o esqueleto é composto por placas
calcárias separados e ligadas entre si por uma proteína
como a gorgonina
• A cor natural é creme esbranquiçado com riscas
castanhas ou negras
29
Semelhantes ao Corallium
• Coral bambu - esqueleto tem uma superfície mais lisa do
que coral esponja e pode exibir estrias longitudinais
como Corallium
• Às vezes, as secções calcíticas mais duras
são cortadas e tingidas para fazer contas
pequenas; pedaços maiores podem reter
o padrão em faixas
30
Semelhantes ao Corallium
• Coral bambu
31
Semelhantes ao Corallium
• Coral bambu utilizando só as secções calcíticas pode ser
impossível de diferenciar do Corallium, salvo se forem
visíveis evidências de corante por ampliação
32
Coral bambu
(tingido)
33
Coral bambu
(natural)
34
Semelhantes ao Corallium
• Quando os entrenós do
coral bambu são tingidos
de vermelho ou rosa, este
coral pode ser difícil de
distinguir de Corallium,
salvo se se observarem
evidências de corante ou
cera
35
Coral negro
• Coral negro é o nome dado ao grupo dos
corais de águas profundas, em forma de
árvore e que ocorrem normalmente nos
trópicos (Antipatharia spp. anexo II)
– Apesar de seu tecido vivo ser brilhante e
colorido, coral negro tem o nome da cor preta
ou castanha escuro distintiva do seu
esqueleto
– O esqueleto é feito de uma proteína
dura, chamada queratina ou gorgonina,
que não é muito mineralizada
36
Coral negro
• Também é uma característica única do coral negro a
existência de pequenos espinhos que cobrem a
superfície do esqueleto (corais negros também são
conhecidos por ‘coral espinho'
– Devidamente preparados, os pedaços polidos
assemelham-se aos corais rocha em termos
de durabilidade e beleza, e pode excedê-los
em valor
– Num coral negro muito bem polido, as cores
variam do preto ao castanho-escuro
e ao dourado
– Coral negro é 'termoplástico‘
(que pode ser moldado com
o calor)
37
Coral negro
• Coral negro pode ser identificado pela presença de
espinhos finos radialmente dispostos em secções não
polidas, e os restos dos espinhos podem ser visíveis em
superfícies polidas sob a ampliação
– Embora tenha uma superfície negra, quando fortemente
iluminado, pode brilhar através das diversas camadas, dando
uma cor de cera castanho avermelhada na qual a estrutura dos
espinhos é obvia
– Aplicação de um alfinete quente irá liberar
um odor a “cabelo” queimado salgado
– Corte transversal da secção
aparece como a secção
transversal de uma árvore
38
Coral azul
• Coral azul Heliopora coerulea (anexo II),
é um coral naturalmente azul calcítico
que possui um valor limitado em joalharia
devido à sua porosidade
– A cor azul deve-se à deposição de sais de
ferro no esqueleto de carbonato de cálcio
– O esqueleto azul também é popular no antigo
comércio marítimo e utilizou-se em joias e
ornamentos
– A superfície porosa, relativamente lisa, tem
poros de dois tamanhos - poros grandes de
0,7-1,0 mm de diâmetro e poros pequenos de
0,1 mm de diâmetro
39
Coral azul (imitação)
• Imitação de coral azul
40
Carapaças de tartaruga
marinha
Carapaça de tartaruga marinha
• São utilizadas as 13
escamas das costas
Apesar de toda
a carapaça poder ser
comercializada como
espécime embalsamado,
para o comércio de bekko,
Tartaruga-bico-de-falcão
(Eretmochelys imbricata),
as escamas são separadas
42
Carapaça de tartaruga marinha
• Apenas a parte transparente/translúcida carapaça tem
valor
43
Carapaça de tartaruga marinha
• São normalmente
comercializadas carapaças
polidas na totalidade
• Também são
comercializados artigos
feitos da parte translúcida
das escamas
• Podem ser comercializadas
escamas em bruto
44
45
Carapaça de tartaruga marinha
• A carapaça de tartaruga é utilizada há muito tempo, por
isso existe em muitas peças antigas
– Referências a carapaças de tartaruga na literatura Grega
clássica
– Os Egípcios costumavam trocar carapaças de tartaruga com os
Romanos
– As carapaças de tartaruga eram utilizadas para fazer
instrumentos musicais japoneses desde o Sec. VIII
– As carapaças de tartarugas eram muito populares em artigos
domésticos e na arte nos Séc. XVIII e XIX na Europa
– Carapaças de tartaruga foram muito utilizadas no Séc. XX para
armações de óculos e palhetas de guitarra
45
Carapaça de tartaruga marinha
• Carapaça de tartaruga processada é “plástico natural”
46
46
47
Carapaça de tartaruga marinha
• Pode ser vista carapaça de tartaruga em diversas
antiguidades
47
Carapaça de tartaruga marinha
• Talvez não seja possível dizer a diferença entre uma
antiguidade em carapaça de tartaruga e um artigo novo
vendo apenas a carapaça
• As antiguidades requerem certificados pré-Convenção ou
podem ser classificados como objetos de uso pessoal ou
doméstico
– Ver Resolução Conf. 13.6 (Rev.CoP 16) Implementação do
Artigo VII, paragrafo 2, relativo a “espécimes pré-Convenção”
– Ver Resolução Conf. 13.7 (Rev. CoP16) Controlo do comércio de
objetos de uso pessoal ou doméstico
48
Imitação de carapaça de tartaruga
marinha
• As carapaças de tartaruga foram sempre valorizados
pela sua beleza e raridade, não é portanto surpresa que
se encontrem imitações (falsificações) desde que se
desenvolveram substitutos
– A primeira dessas foi a celulóide, considerada o
primeiro 'termoplastico', desenvolvido em 1856
– Celulóide é o nome da classe de compostos criados
de nitro celulose e cânfora, corantes e outros agentes
49
Imitação de carapaça de tartaruga
marinha
• Celulóide é facilmente moldado e formatado, e foi
utilizado primeiramente como substituto de marfim
– Celulóide é altamente inflamável e decompõe-se
facilmente, pelo que já não se usa muito
– As suas atuais utilizações mais comuns são as bolas
de ping-pong e as palhetas de guitarra
50
Imitação de carapaça de tartaruga
marinha
• As primeiras imitações de carapaça de
tartaruga feitas de celulóide são difíceis de
distinguir da verdadeira carapaça
51
Imitação de carapaça de tartaruga
marinha
• Imitações de carapaça de tartaruga são normalmente
vistas hoje, feitas de plásticos modernos
52
Imitação de carapaça de tartaruga
marinha
• Um método ainda em uso para criação de imitações de
carapaça de tartaruga para a construção de armações de
óculos e pentes é a utilização de resina de acetato de
celulose fundida num grande bloco
– É uma resina de cura lenta que permite que os seus
pigmentos coloridos se dissolvam e aglomerem na
superfície criando redemoinhos muito bonitos, por
vezes em várias camadas
– O bloco é então cortado muito fino
53
54
Imitação de carapaça de tartaruga
marinha
• Um teste para distinguir a verdadeira carapaça de
tartaruga de imitação de celulóide é esfregar o artigo
sobre um pedaço de pano até aquecer, ou manter a peça
em água quente cerca de 30 segundos
• Se o calor traz um cheiro de cânfora ou vinagre, é uma
imitação de celulóide
• A celulóide pode ser inflamável; não utilize uma chama
para verificar se é carapaça ou plástico
54
Peles de cobra
Peles de cobra
• As serpentes nascem com um número fixo de escamas
• As escamas não aumentam em número quando a
serpente cresce, nem reduzem em número com o tempo,
mas aumentam de tamanho e podem mudar de forma
em cada muda
56
Peles de cobra
• Cada escama tem uma
superfície externa e uma
superfície interna
• Exceto na cabeça, as escamas
geralmente sobrepõem-se
• A pele da superfície interna
dobra para trás formando uma
área livre a qual se sobrepõe à
base da escama seguinte
emergindo por baixo desta
57
Peles de cobra
• As escamas das serpentes podem ser granulares, terem
uma superfície suave, terem um sulco ou uma quilha
longitudinal
• As escamas de serpente podem ter buracos, tubérculos
e outras estruturas finas que podem ser visíveis a olho
nu ou com um microscópio
58
Peles de cobra
• Certas serpentes primitivas,
como jibóias, pitons e certas
serpentes avançadas, como
víboras, têm escamas
pequenas dispostas
irregularmente na cabeça
• Outras serpentes mais
avançadas têm grandes
escamas simétricas especiais
na cabeça chamadas escudos
ou placas
59
Peles de cobra
• Escamas de serpentes existem numa variedade de
formas e podem ser:
– Cicloides
– Longas e pontiagudas
– Largas e semelhantes a folhas
– Tão largas quanto compridas
– Com uma quilha maior ou menor
– Com pontas bidentadas
– Justapostas, semelhantes
coluna vertebral
– Grandes e não sobrepostas
60
Peles de cobra
• Para se ser capaz de identificar peles de serpentes
através das escamas, é necessário saber que tipo de
escamas estamos a ver, que características de
identificação estão presentes, e que número de linhas
dorsais existem (se possível)
61
Peles de cobra
• Curtimento
– As peles de serpente são geralmente colocadas numa solução
de sal, depois são secas – e podem ser comercializadas como
peles secas (conhecidas como peles “crosta”)
– As peles de serpentes são normalmente sujeitas a um
tratamento mineral (normalmente com crómio na forma de
sulfato de crómio simples) e neste estado bruto de peles curtidas
com cromo, as peles apresentam uma coloração azul
– O curtimento com cromo produz um couro maleável e estancável
o que é desejável para utilização em bolsas e peças de vestuário
62
Peles de cobra
• Curtimento
– Na última fase de curtimento, conhecido como recurtimento,
aplicam-se agentes e corantes de recurtimento ao material, a
fim de proporcionar a resistência física e as propriedades
desejadas no produto final
– A fase final do tratamento, conhecido como acabamento, é
usado para aplicar o material de acabamento na superfície (ou
para terminar a superfície sem a aplicação de quaisquer
produtos químicos)
63
Peles de cobra
• Curtimento
– LEMBRE-SE: o curtimento pode alterar drasticamente a cor e
textura da pele de serpentes, o que pode afetar a capacidade
de identificar peles através do utilização dos recursos
disponíveis
64
Peles de cobra
• A identificação de produtos que são feitos de, ou contêm
pedaços de peles de serpentes, é muito mais difícil do
que identificar peles secas ou curtidas inteiras:
– Não existe a referência do tamanho e é quase
impossível contar as escamas dorsais ou ventrais
– Os padrões das cores podem estar ocultos
• A preocupação imediata deve ser verificar se o artigo é
feito de pele verdadeira, ou falsa
65
Peles de cobra
• Nas peles verdadeiras sentem-se
as bordas das escamas
66
Peles de cobra
• Nas peles falsas os padrões das
escamas são em relevo ou
impressos (sem os bordos das
escamas)
• O padrão pode ser repetido ou
ser sempre o mesmo, sobretudo
sobre uma superfície
muito grande
67
Peles de cobra
• Verdadeira ou falsa...?
Verdadeira
(Piton reticulada.
Corte dorsal)
Falsa
Falsa
68
Peles de cobra
• Verdadeira ou Falsa...?
Falsa
‘Escamas' indistintas
69
Peles de cobra
• Verdadeiro ou Falso...?
Os três
artigos são
falsos
70
Peles de cobra
• Verdadeira or Falsa...?
Falsa
Verdadeira
(serpentes)
71
Peles de cobra
• Verdadeira ou Falsa...?
Os três artigos são feitos com pele verdadeira,
mas a pele granulosa de serpente tromba-deelefante Acrochordus javanicus não é uma
72
espécie CITES
Nem tudo o que tem escamas é de
serpente!
?
Fruta pele de serpente Salacca zalacca
73
Marfim
O que é o marfim?
• O termo “marfim” era tradicionalmente aplicado às presas
de elefante
• Contudo, a estrutura química dos dentes e presas de
mamíferos é a mesma independentemente da origem
das espécies, e o comércio de alguns dentes e presas
que não de elefante está bem estabelecido e difundido
• Artigos de outras espécies, que não mamíferos, também
são chamadas de “marfim”
75
O que é o marfim?
• Os dentes e presas
podem ser trabalhados
em diversos tipos de
formas e objetos
• As presas de javali
africano, dentes de
cachalote, orcas e de
hipopótamos podem ser
trabalhados
superficialmente
mantendo a sua forma
• As presas podem ser
trabalhadas de forma a
manter a sua forma
característica
76
O que é o marfim?
• O marfim também pode
ser encontrado em formas
menos reconhecíveis, tal
como embutidos e
pequenos artigos
77
Marfim no comércio
• O marfim tem sido valorizado desde há muito tempo, o
primeiro registo de utilização em esculturas por CroMagnons que viveram à cerca de 40.000 a 10.000 anos
atrás no período Paleolítico Superior do Pleistoceno
78
Marfim no comércio
• A partir do Séc. XVII, artistas
Japoneses inventaram
inteligentemente as esculturas
miniatura, conhecidas como
netsuke (amuletos) para servir
uma função muito prática
(kimonos não têm bolsos!)
• Cópias modernas de desenhos
antigos de Netsuke são
populares como objectos de
arte, e são muitas vezes feitas
de marfim
79
Marfim no comércio
• Esculturas Netsuke possuem dois
pequenos buracos através dos
quais passa um entrançado de
seda
• Artigos genuínos e cópias bem
feitas possuem buracos de
tamanhos diferentes, como um
buraco grande para acomodar o nó
• Netsuke modernos, criados como
artigos turísticos geralmente
possuem buracos de tamanho
semelhante, ou buracos que não
se conectam
80
Marfim no comércio
• Uso moderno e comércio
– Decoração, arte
– Objetos culturais
– Instrumentos musicais
– Selos de nomes
81
Marfim no comércio
• Uso moderno e comércio
– Decoração, arte
– Objetos culturais
– Instrumentos musicais
– Selos de nomes
82
Marfim no comércio
• Uso moderno e comércio
– Decoração, arte
– Objetos culturais
– Instrumentos musicais
– Selos de nomes
83
Marfim no comércio
• Uso moderno e comércio
– Decoração, arte
– Objetos culturais
– Instrumentos musicais
– Selos de nomes
84
Tipos de marfim
• Elefante (Asiático,
Africano)
• Substitutos naturais
– Osso
• Mamute (marfim fóssil)
– Compostos
• Hipopótamo
– Conchas
• Morsa (incluindo marfim
fóssil de morsa)
• Narval
• Cachalote
– Marfim vegetal
• Marfim sintético e falso
– Plásticos
– Resina Polyester
– Sintéticos
• Javali africano
– Caseína
• Calau
– Celulóide
85
Identificação de marfim
Real ou falso...?
...e em que
anexo
CITES?
III
Morsa
I
Osso
Calau
Sintético
II
Hipo
Celulóide
Javali africano
Não é tão simples, ou fácil de dizer ...
86
Identificação de marfim
• Elefante e Mamute
– Nas secções transversais de marfim polido de elefante e
mamute, a dentina apresenta linhas de Schreger com
características únicas, comummente referidos como anéis de
crescimento, aparas de motor ou divisas empilhadas
– As intersecções das linhas de Schreger formam ângulos, que
variam entre <90º-100º (agudos) no marfim do mamute, extinto,
e >100º-115º (obtusos) no marfim de elefante Asiático/Africano
87
Identificação de marfim
• Elefante e Mamute
– Nas secções transversais de marfim polido de elefante e
mamute, a dentina apresenta linhas de Schreger com
características únicas, comummente referidos como anéis de
crescimento aparas de motor ou divisas empilhadas
– As interseções das linhas de Schreger formam ângulos, que
variam entre <90º-100º (agudos) no marfim do mamute, extinto,
e >100º-115º (obtusos) no marfim de elefante Asiático/Africano
Mamute
Elefante
88
Mamute(não-CITES)
89
Elefante
90
Mamute (não-CITES)
91
Identificação de marfim
• Lembre-se, as linhas Schreger aparecem nos cortes
transversais
• Numa peça de marfim tridimensional, é normalmente
possível encontrar um lado que corresponde ao corte
transversal
• Contudo, artigos cortados longitudinalmente, em camadas
finas (como as teclas de um piano) não apresentam estas
linhas, e podem apresentar linhas onduladas ou paralelas
na sua superfície
92
Identificação de marfim
• Marfim de mamute pode, ocasionalmente, exibir manchas intrusivas
acastanhadas ou azul-esverdeadas causadas ​por fosfato de ferro
chamado vivianite
• Quando a descoloração é quase impercetível a olho nu, a utilização
de uma fonte de luz ultravioleta, de mão, faz com que a área
manchada se destaque com uma dramática aparência púrpura
aveludada
• Mesmo descolorido, o marfim de elefante não terá esta
característica de fluorescência da vivianite
93
Identificação de marfim
• Hipópotamo
94
Identificação de marfim
• Hipopótamo
– Os caninos de cima e de baixo e os incisivos são as fontes mais
comuns de marfim de hipopótamo
• O canino de cima é oval arredondado, num corte transversal
• O canino de é largo, com uma curvatura acentuada, e com um
corte transversal triangular
• O incisivo tem a forma de uma cavilha, e tem um ponto central
num corte transversal
95
Identificação de marfim
• Hipopótamo
– Exame minucioso de um corte transversal de dentina de
hipopótamo, com o auxílio de uma lente de mão 10X revela uma
série de linhas finas apertadas e concêntricas que podem ser
regular ou irregularmente espaçadas
– A orientação das linhas seguirá a forma geral do dente em
causa, e o centro do dente pode exibir uma zona intersticial
96
Identificação de marfim
• Morsa
– O marfim de uma presa de morsa
vem de dois caninos superiores
modificados, que possuem uma
forma de cavilha irregular
– The tip of a walrus tusk has an
enamel coating which is worn away
during the animal’s youth
– Fine longitudinal cracks, which
appear as radial cracks in crosssection, can be seen throughout the
length of the tusk
97
Identificação de marfim
• Morsa
– O marfim de uma presa de morsa
vem de dois caninos superiores
modificados, que possuem uma
forma de cavilha irregular
– A ponta de uma presa de morsa
tem um revestimento de esmalte
que se desgasta durante a
juventude do animal
– Podem ser vistas ao longo do
comprimento da presa, finas fendas
longitudinais, que aparecem como
fendas radiais no corte transversal,
98
Identificação de marfim
• Morsa
– O marfim de morsa “Fossilizado” também é
comercializados (artefactos, partes de instrumentos
musicais)
– )
99
Identificação de marfim
Fóssil
Antigo
Antigo
Marfim de
morsa
antigo,
novo e
‘fóssil’
Novo
Novo
100
Identificação de marfim
• Narval
– Incisivos superiores, em espiral, centro oco no corte
transversal
101
Identificação de marfim
• Cachalote
– Dentes inteiros
– Dentes inteiros com
decorações
(superfície trabalhada)
– Tábua
• Ponta em esmalte, anéis de
dentina em corte transversal
• Muito boas falsificações, em
resina de poliéster
102
Identificação de marfim
• Cachalote
– A cavidade radicular de dentes de cachalote é
geralmente profunda e cónica (exceto em animais
velhos)
– A borda de um dente de cachalote é bastante
acentuada, fino, e pode apresentar fendas devido à
idade e perda de humidade
– Se a borda foi cortada é geralmente lisa, segue a
forma exterior do dente, e é geralmente imaculada
– A cavidade de base da maioria das falsificações é
superficial e arredondada, e pode ser descolorada
a partir da imersão em corante para simular patina
sobre a superfície exterior
103
Identificação de marfim
• Cachalote
– A ponta de um dente de cachalote é amarelada,
com uma linha de separação acentuada a partir
do marfim mais branco, e pode também exibir
linhas de idade acentuadas, finas e curtas,
atravessando a partir do marfim à coroa
– A patina é geralmente subtil e não uniforme, e
não é fácil raspar, é também de uma cor
diferente da tinta da imagem
– Muito poucos dentes decorados antigos têm
texto, e menos ainda são datados
– Com muitas das resinas agora em uso, os
testes com “agulhas quentes” e exames com luz
UV não são tão confiáveis ​quanto eram
104
Identificação de marfim
• Javali africano
– O marfim de Javali africano vem dos
caninos de cima e de baixo do animal
– Estas presas têm uma curva muito
acentuada e o corte transversal quadrado
– O marfim de Javali africano é manchado
– Um exame ao corte transversal com uma
lente com ampliação de 10X mostra que
a dentina do Javali africano possui linhas
concêntricas com espaçamentos
irregulares e de diferentes espessuras
105
Identificação de marfim
• Calau
– O “marfim” de calau é proveniente do casco do
Calau de casco Rhinoplax vigil (anexo I)
106
Identificação de marfim
• Substitutos naturais
– Superficialmente, o osso pode
parece-ser muito com o marfim
O osso é muito poroso devido
aos Canais de Havers através
dos quais os fluidos circulam
Isto pode ser observado na
superfície de um osso polido
com uma lente de 10X, e
parecem-se com buracos ou
riscos irregulares
107
Identificação de marfim
• Substitutos naturais
– Composição
• Pó de marfim de elefante, um subproduto do
artesanato e esculturas, pode ser ligado com
resinas e moldado, cortado e polido para fazer
um produto comercialmente utilizável (ex. Teclas
de piano)
• Tecnicamente, continua a ser um espécime em
marfim, mas não terá as características normais
de identificação
108
Identificação de marfim
• Substitutos naturais
– Concha
• Carbonato de cálcio polido
para embutidos e pequenos artigos
– Marfim vegetal (noz de tagua Phytelephas aequatorialis)
• Corte transversal revela linhas concêntricas finas, com
espaços regulares, semelhantes às que o marfim de
hipopótamo apresenta
• A fluorescência UV do marfim vegetal é muito semelhante à
fluorescência do marfim de elefante
– O ácido sulfúrico aplicado marfim vegetal provoca uma
109
coloração rosa irreversível em cerca de 12 minutos
Esculturas
em estilo
asiático e
modernas
em noz de
tagua
110
Identificação de marfim
• Sintéticos, falsificações
– Plásticos, poliéster
resinas, sintéticos,
caseína, celulóide
– Algumas tentam imitar
as linhas Schreger
(como celulóide,
inventada em 1869 - o
que significa que se
podem ter falsificações
antigas)
111
Peles de crocodilo
Peles de crocodilo
• Para detetar produtos falsos de
crocodilo, procure:
– Vincos com aparência não natural
– Padrões repetido
– Marcas côncavas e bolhas na
superfície feita por um molde
– Regiões diferentes do corpo
associadas
– Escamas dorsais e da nuca
dobram sob a pressão dos dedos
113
Peles de crocodilo
• Para detetar produtos
falsos de crocodilo,
também pode tentar o
teste do fogo:
• Se ao queimar um
pequena parte cheirar
a plástico queimado,
é falsa
• A queratina da pele
do crocodilo cheira a
cabelo queimado
114
Conchas gigantes
Conchas gigantes
• Todas as 9 espécies da Família Tridacnidae
estão incluídas no anexo II da CITES
– Tridacna gigas
– Tridacna derasa
– Tridacna squamosa
– Tridacna maxima
– Tridacna crocea
– Tridacna rosewateri
– Tridacna tevoroa
– Hippopus hippopus
– Hippopus porcellanus
116
Conchas gigantes
• Embora possa haver algum
comércio de carne para o
sushi (Himejako), a maioria do
comércio está na forma das
conchas (simples ou em pares,
ou transformadas em
curiosidades e lembranças)
117
Conchas gigantes
• “Pérolas" das conchas
gigantes são,
ocasionalmente,
oferecidas para venda
• Estas são,
provavelmente, material
polido de conchas e são
vendidos como esferas
polidas, colares ou outros
artigos
118
Conchas gigantes
• São conhecidas pérolas nacaradas verdadeiras
de Conchas gigantes, mas são muito raras e
possuem forma irregular
119
Conchas gigantes
• Tridacna gigas
120
Conchas gigantes
• Concha de Tridacna squamosa no comércio
121
Conchas gigantes
• Tridacna maxima
122
Conchas gigantes
• Tridacna crocea
123
Conchas gigantes
• Tridacna rosewateri (encontra-se nas Ilhas Maurícias
apenas)
124
Conchas gigantes
• Tridacna tevoroa
(encontra-se em Tonga e Fiji)
125
Conchas gigantes
• Hippopus hippopus
126
Conchas gigantes
• Hippopus porcellanus
127
Imitações
• Podem-se encontrar imitações feitas de
porcelana ou cerâmica
128
Imitações
• Algumas imitações feitas de resinas podem ter
uma aparência muito real
129
Resumo
• Real versus falso
• Real, mas contrafacção
130
Resumo
• Caviar
• Marfim
• Pêlos e peles de
mamíferos
• Pele de crocodilo
• Conchas gigantes
• Corais preciosos
• Carapaça de tartaruga
marinha
• Pele de cobra
131
Secretariado CITES
Genebra
www.cites.org
132
Descargar

Identificação de marfim