Aspectos clínico-patológicos da
leishmaniose em cães
Rafael Fighera
Médico Veterinário, Professor Adjunto
Laboratório de Patologia Veterinária
Universidade Federal de Santa Maria
1
Leishmaniose
(etiologia)
•
•
•
•
•
Filo Protozoa
Ordem Kinetoplastida
Família Trypanosomatidae
Gênero Leishmania
Subgêneros Leishmania e Viannia
• 30 espécies descritas e 20 espécies infectam humanos.
• 18 espécies são zoonóticas
• Duas espécies são antroponóticas
2
Leishmaniose humana
(etiologia)
• Leishmania spp.
• Leishmaniose visceral
• L. donovani (L. donovani e L. infantum*)
• L. chagasi*
•
•
•
•
•
•
Leishmaniose cutânea e mucocutânea
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
*Mesma espécie com base filogenética.
L. braziliensis
3
Leishmaniose em animais
(etiologia)
• Cães e canídeos selvagens
• L. donovani (L. infantum*)
• L. chagasi*
• Gatos
• L. mexicana
• L. tropica
*Mesma espécie com base filogenética.
4
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães* e canídeos
selvagens
roedores
*Nicole & Comte 1908 (Tunísia).
5
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães e canídeos
selvagens*
roedores
*Vulpes vulpes e Canis aureus.
6
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães*, canídeos
selvagens e
marsupiais
roedores
*Deane 1951 (Brasil).
7
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens* e
marsupiais
roedores
*Dusicyon vetulus (Lycalopex vetulus)
8
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens* e
marsupiais
roedores
*Cerdocyon thous
9
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens e
marsupiais*
roedores
*Didelphis albiventris
10
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
humanos
roedores
11
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens,
marsupiais e
humanos
roedores
12
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens,
marsupiais e
humanos
roedores e gatos
13
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens,
marsupiais e
humanos
roedores e eqüinos
14
Leishmaniose
(reservatórios)
• Leishmania spp.
• L. donovani (L. donovani e L. infantum)
• L. chagasi
•
•
•
•
•
L. aethiopica
L. major
L. tropica
L. mexicana
L. braziliensis
cães, canídeos
selvagens,
marsupiais e
humanos
roedores e cães
15
Leishmaniose
(vetor)
• Flebotomíneo
• (mosquito-palha)
•
•
•
•
•
Classe Insecta
Ordem Diptera
Família Psychodidae
Subfamília Phlebotominae
Gênero Phlebotomus e Lutzomyia
• Lutzomyia longipalpis*
*L. cruzi?
16
Leishmaniose em cães
(outras formas de transmissão)
• Transmissão vertical
•
Casos de transmissão materno-fetal
• Transmissão horizontal
•
Transfusão sangüínea
•
Mordedura?
•
Ingestão de vísceras?
•
Rhipicephalus sanguineus?
•
Ctenocephalides felis?
17
Leishmaniose visceral humana
(epidemiologia)
• Afeta 19 dos 27 estados do Brasil (70%).
• Afeta 1.600 dos 5.500 municípios do Brasil (30%).
• Distribuição no Brasil
•
•
•
•
•
Norte: 3%
Nordeste: 92%
Centro-Oeste: 1%
Sudeste: 4%
Sul: 18
Leishmaniose canina
(epidemiologia)
• Europa (Espanha, França, Itália e Portugal): 2,5 milhões
• América do Sul (Brasil): milhões?
19
Leishmaniose visceral humana e canina
(epidemiologia)
• Características das regiões mais afetadas:
•
•
•
•
•
Áreas rurais e periurbanas
Habitações próximas a matas
Habitações precárias
Pobreza
Desnutrição
•  do contato reservatório-vetor-homem
20
Leishmaniose
(epidemiologia)
• Causa de morte ou razão para eutanásia
•
•
•
•
•
•
(Santa Maria-RS)

(1965-2004)

0/4.844
(0%)
(Porto Alegre-RS)

(2000-2006)

0/500
(0%)
21
Leishmaniose
(errata)
• Pocai et al. 1998. Leishmaniose visceral (calazar). Cinco
casos em cães de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Ciência
Rural. 28:501-505.
• revisão dos casos
• Krauspenhar et al. 2003. Anemia hemolítica em cães
associada a protozoários. Medvep. 1:273-281.
22
Importância epidemiológica do cão na
leishmaniose visceral humana
• Áreas endêmicas de leishmaniose visceral humana
• Prevalência da infecção em humanos: 1%-2%.
• Prevalência da infecção em cães: 20%-40%.
• Diferença das lesões em humanos e cães
• Riqueza de parasitismo cutâneo.
• Infecção inaparente
• Alta prevalência de infecção inaparente (50%-60%).
23
Importância epidemiológica do cão na
leishmaniose visceral humana
• “O cão é o principal elo da cadeia de
• transmissão da leishmaniose
• visceral humana”
24
Leishmaniose
(patogênese)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
repasto sangüíneo do flebotomíneo fêmea em vertebrado

transformação dos amastigotas em promastigotas no intestino anterior

ligação dos promastigotas a receptores intestinais

migração dos promastigotas para a cavidade oral

novo repasto sangüíneo do flebotomíneo fêmea em vertebrado

inoculação de saliva com promastigotas na pele

fagocitose por macrófagos

25
Leishmaniose
(patogênese)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

perda do flagelo e multiplicação dos amastigotas no fagolisossomo

ruptura dos macrófagos

fagocitose por outros macrófagos

disseminação pelo organismo


espécies que
espécies que
crescem in vitro
crescem in vitro
a 37º C
a 34º C


leishmaniose
leishmaniose
visceral
cutânea
26
Leishmaniose em cães
(infecção versus doença)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
cães e canídeos selvagens infectados

resposta imune


eficiente
ineficiente
(90%-97%)
(3%-10%)

*
sem sinais da doença
doença clínica


eliminação
manutenção
do agente
do agente

a 7 anos.
estado portador Incubação: 3 meses
27
Leishmaniose em cães
(raças resistentes)
• Ibizan Hound (Ilhas Baleares/Espanha)
• Prevalência de 70%-80%
• Prevalência muito menor nessa raça.
28
Leishmaniose em cães
(classificação e prevalência
quanto aos sinais clínicos)
• Cães assintomáticos: 57% dos positivos em área endêmica.
• Cães oligossintomáticos: 18% dos positivos em área
endêmica.
• Cães sintomáticos: 25% dos positivos em área endêmica.
29
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Linfadenomegalia (90%)
Esplenomegalia (32,5%)
• Int. ao exercício (67,5%)
Polifagia (15%)
• Perda de peso (64%)
• Atrofia muscular (64%) 
Epistaxe (15%)
Secreção nasal (10%)
Icterícia (2,5%)
• Apatia (60%)
• Caquexia (47,5%) 
• Febre (36,0%)
• Anorexia (32,5%)
30
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
31
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
Cortesia Profa. Daniela Rozza
UNESP-Araçatuba
32
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Linfadenomegalia (90%)
Esplenomegalia (32,5%)
• Int. ao exercício (67,5%)
Polifagia (15%)
• Perda de peso (64%)
Epistaxe (15%)
• Atrofia muscular (64%)
Secreção nasal (10%)
• Apatia (60%)
Icterícia (2,5%)
• Caquexia (47,5%)
• Febre (36,0%)
• Anorexia (32,5%)
33
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Sinais de síndrome
urêmica
•
halitose urêmica
•
vômito (26%)
•
diarréia (30%)
•
melena (12,5%)
•
úlceras orais
•
poliúria/polidipsia
Locomoção anormal (37,5%)
claudicação
dor articular
ataxia
34
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Lesões de pele (89%)
•
Dermatite esfoliativa e não-pruriginosa generalizada
•
Dermatite nodular ulcerativa
•
Onicogrifose (20%)
•
Despigmentação do plano nasal e focinho
•
Hiperceratose dos coxins
35
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
36
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
Cortesia Profa. Daniela Rozza
UNESP-Araçatuba
37
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
Cortesia Profa. Carlos Eurico Fernandes
UFMS-Campo Grande
38
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
39
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
Cortesia Profa. Daniela Rozza
UNESP-Araçatuba
40
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
41
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Lesões de pele (89%)
•
Dermatite esfoliativa e não-pruriginosa generalizada
•
Dermatite nodular ulcerativa
•
Onicogrifose (20%)
•
Despigmentação do plano nasal e focinho
•
Hiperceratose dos coxins
42
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
43
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Lesões de pele (89%)
•
Dermatite esfoliativa e não-pruriginosa generalizada
•
Dermatite nodular ulcerativa
•
Onicogrifose (20%)
•
Despigmentação do plano nasal e focinho
•
Hiperceratose dos coxins
44
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Lesões de pele (89%)
•
Dermatite esfoliativa e não-pruriginosa generalizada
•
Dermatite nodular ulcerativa
•
Onicogrifose (20%)
•
Despigmentação do plano nasal e focinho
•
Hiperceratose dos coxins
45
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
46
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Lesões de pele (89%)
•
Dermatite esfoliativa e não-pruriginosa generalizada
•
Dermatite nodular ulcerativa
•
Onicogrifose (20%)
•
Despigmentação do plano nasal e focinho
•
Hiperceratose dos coxins
47
Leishmaniose em cães
(sinais clínicos)
• Sinais de doenças oftalmológica (35%)
•
Uveíte (1,3%)
•
Panoftalmite (1,3%)
•
Conjuntivite (32,5%)
•
Ceratite (7,5%),
48
Leishmaniose em cães
(achados laboratoriais – hemograma)
• Anemia arregenerativa (60%-73,4%)
• Leucocitose (24%)
• Leucopenia (22%) por linfopenia ( LTCD4)
• Trombocitopenia (29,3%-50%)
49
Leishmaniose em cães
(achados laboratoriais – proteinograma)
• Hiperproteinemia (63,3%-72,8%)
• Hipergamaglobulinemia (76,0%-100%)
• Hipoalbuminemia (68%-94%)
50
Leishmaniose em cães
(achados laboratoriais – bioquímica)
• Azotemia (16%-45%)
•  FAL (16%-51%)
•  ALT (16%-61%)
51
Leishmaniose em cães
(achados laboratoriais – urinálise)
• Densidade baixa
• Sedimento inativo
• Proteinúria (71,5%-85%)
52
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Diagnóstico imunológico
• Diagnóstico parasitológico
• Diagnóstico molecular
53
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de anticorpos
(Diagnóstico imunológico)

coleta de sangue no momento da suspeita clínica


cão reagente
cão não-reagente




positivo falso-positivo
negativo
falsonegativo
•
(incomum a comum)
(raro)
54
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de anticorpos
(Diagnóstico imunológico)

coleta de sangue no momento da suspeita clínica


cão reagente
cão não-reagente




positivo falso-positivo
negativo
falsonegativo
•
(incomum a comum)
(raro)
Muito sensível e variavelmente específico!!!
55
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de anticorpos
(Diagnóstico imunológico)

causas de falso-positivo
Má interpretação do técnico.
Arbitrariedade diagnóstica.
Reação cruzada.
Trypanosoma spp. (T. cruzi)
Leishmania (L. tropica, L. mexicana e L. braziliensis)
Babesia (B. canis)
Rangelia vitalii?
56
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de antígenos
(Diagnóstico parasitológico)

impressão cutânea ou PAAF do LN ou da MO
biópsia de pele ou do LN


presença do agente
ausência do agente




positivo
falso-positivo
negativo falso-negativo
(não ocorre)
(comum)
57
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de antígenos
(Diagnóstico parasitológico)

impressão cutânea ou PAAF do LN ou da MO
biópsia de pele ou do LN


presença do agente
ausência do agente




positivo
falso-positivo
negativo falso-negativo
(não ocorre)
(comum)
Pouco sensível e muito específico!!!
58
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Métodos de detecção de antígenos
• (Diagnóstico molecular)
• 
• coleta de sangue, PAAF da MO ou do LF, biópsia de pele
•


•
amplificação do RNA
não-amplificação do RNA
•




•
positivo falso-positivo
negativo
falsonegativo
•
(incomum)
(incomum)
59
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Métodos de detecção de antígenos
• (Diagnóstico molecular)
• 
• coleta de sangue, PAAF da MO ou do LF, biópsia de pele
•


•
amplificação do RNA
não-amplificação do RNA
•




•
positivo falso-positivo
negativo
falsonegativo
•
(incomum)
Muito
sensível e muito específico!!!(incomum)
60
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de antígenos
(Diagnóstico molecular)

causas de falso-positivo
Gênero específico/espécie inespecífica.
Leishmania (L. tropica, L. mexicana e L. braziliensis)
61
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
Métodos de detecção de antígenos
(Diagnóstico molecular)

causas de falso-negativo
Escassez do agente.
Variabilidade na quantidade do agente na circulação.
62
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Diagnóstico sorológico
• (O que e como enviar)
• Sangue: 5 ml (sem anticoagulante).
•
Sob refrigeração.
• Soro: 2 ml.
•
Sob congelamento.
• Prazo: variável de acordo com a técnica empregada.
63
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Diagnóstico parasitológico
• (O que e como enviar)
•
•
•
•
•
•
•
•
MO: todo o aspirado (anticoagulado com EDTA [1/5]).
Sob refrigeração (até quatro horas).
LF: lâminas com o esfregaço realizado imediatamente (secas ao ar).
Sob temperatura ambiente (sem validade).
Pele: lâminas com conteúdo da impressão (secas ao ar).
Sob temperatura ambiente (sem validade).
Pele e LF: fragmento em formol a 10%.
Em formol (sem validade).
• Prazo: um a cinco dias úteis.
64
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Diagnóstico molecular
• (O que e como enviar)
•
•
•
•
•
•
•
•
MO: todo o aspirado (anticoagulado com EDTA [1/5]).
Sob refrigeração (até 24 horas).
LF: todo o aspirado (diluído em 200  l de solução fisiológica).
Sob refrigeração (até 24 horas).
Sangue: 4 ml (anticoagulado com EDTA).
Sob temperatura ambiente (até 72 horas).
Pele: 250 mg.
Sob refrigeração em gelo seco (imediatamente).
• Prazo: sete dias úteis.
65
Leishmaniose
(diagnóstico definitivo)
• Diagnóstico molecular
• (O que e como enviar)
•
•
•
•
•
•
•
•
MO: todo o aspirado (anticoagulado com EDTA [1/5]).
Sob refrigeração (até 24 horas).
LF: todo o aspirado (diluído em 200  l de solução fisiológica).
Sob refrigeração (até 24 horas).
Sangue: 4 ml (anticoagulado com EDTA).
Sob temperatura ambiente (até 72 horas).
Pele: 250 mg.
Sob refrigeração em gelo seco (imediatamente).
• Prazo: sete dias úteis.
66
Leishmaniose em cães
(diagnóstico definitivo)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
achados clínicos típicos
+
achados de laboratório clínico
+
sorologia


positivo
negativo


exame parasitológico
outra doença


positivo
negativo


leishmaniose
PCR  positivo  leishmaniose67
Leishmaniose em cães
(lesões macroscópicas)
Cortesia Profa. Daniela Rozza
UNESP-Araçatuba
68
Leishmaniose em cães
(lesões macroscópicas)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
69
Leishmaniose em cães
(lesões macroscópicas)
http://www.vet.uga.edu/vpp/NSEP/Brazil2002/leishmania/Eng/index.htm
70
Leishmaniose em humanos e cães
(controle)
• Diagnóstico e tratamento dos casos em humanos.
• Combate sistemático ao vetor.
• Eliminação dos reservatórios.
• Educação continuada.
71
Leishmaniose em humanos e cães
(controle)
Cortesia Profa. Daniela Rozza
UNESP-Araçatuba
72
Leishmaniose em humanos e cães
(controle)
• Diagnóstico e tratamento dos casos em humanos.
• Combate sistemático ao vetor.
• Eliminação dos reservatórios.
• Educação continuada.
• Vacinação e uso de repelentes.
73
Leishmaniose em humanos e cães
(controle)
• Vacinação dos cães com Leishmune não é um método de
prevenção da leishmaniose visceral em humanos
(Ministério da Saúde).
•
• versus
• Vacinação dos cães com Leishmune é um método
• de bloqueio da transmissão da doença
• (Fort Dodge).
74
Leishmaniose em humanos e cães
(combate sistemático ao vetor)
• Borrifação de inseticida em todos os imóveis em um raio
de 200 metros em torno da residência em que há casos
confirmados (humanos ou caninos)*.
• Borrifação intra e peridomiciliar**.
• Inseticidas piretróides.
*Flebotomíneos atingem um raio de 1 km.
**Flebotomíneos ocorrem durante todo o ano.
75
Leishmaniose em humanos e cães
(eliminação dos reservatórios)
• Segundo a OMS, todos os cães sorologicamente positivos
devem ser eliminados.
• Sempre que possível, os casos devem ser confirmados
através de exame parasitológico.
76
Leishmaniose em cães
(tratamento)
• Segundo o MS, cães com leishmaniose não devem ser
tratados.
• A terapia em cães melhora significativamente a qualidade
de vida do paciente, mas raramente leva a cura e nunca
elimina totalmente o protozoário.
• O tratamento do cão, quando mesmo assim realizado, deve
estar associado a técnicas de prevenção da infecção em
humanos (canil telado, repelentes* e pulverização do
ambiente).
*Coleiras com deltametrina (4%): oito meses de proteção. Scalibor da Intervet
77
Leishmaniose em cães
(tratamento)
• Antimoniato de meglumina (Glucantime) (IV ou SC)
•
100 mg/kg/dia (3-4 semanas)
• Estibogluconato de sódio (Pentostam) (IV ou SC)
•
30-50 mg/kg/dia (3-4 semanas)
• Alopurinol (OR)
•
20-40 mg/kg/dia (indefinido)
• Anfotericina B (IV ou SC)
• 1 mg/kg/dia (3 semanas)
78
Leishmaniose em cães
(vacinação)
• A vacina Leishmune da empresa multinacional Fort
Dodge, lançada no mercado em agosto de 2004, é a única
comercial no mundo contra leishmaniose canina.
• A vacina utiliza uma glicoproteína, chamada glicoproteína
FML (Fucose Mannose Ligand), como antígeno vacinal.
• Antes de ser liberada pelo Ministério da Agricultura (11 de
Julho de 2003) a vacina foi testada em hamsters e cães.
• Ao final do ano passado foi lançada a vacina recombinante
Leish-Tec  da empresa Hertape Calier.
79
Leishmaniose em cães
(O que dizem os contrários a vacinação)
• Não existem evidências científicas que
comprovem a eficiência da vacinação contra
leishmaniose canina!
80
Leishmaniose em cães
(O que argumenta o fabricante)
• Silva et al. 2001. A phase III trial of efficacy of the FMLvaccine against canine kala-azar in an endemic area of
Brazil (São Gonçalo do Amaranto, RN). Vaccine.
• Esse estudo conclui que 92% dos cães vacinados
apresentam
• proteção quando naturalmente desafiados versus 67% do
• grupo controle.
81
Leishmaniose em cães
(O que argumenta o fabricante)
• Borja-Cabrera et al. 2002. Long lasting protection against
canine kala-azar using the FML-QuilA saponin vaccine in
an endemic area of Brazil (São Gonçalo do Amaranto,
RN). Vaccine.
• Esse estudo conclui que 95% dos cães vacinados
apresentam
• proteção quando naturalmente desafiados versus 75% do
• grupo controle.
82
Leishmaniose em cães
(O que argumenta o fabricante)
• Parra et al. 2007. Safety trial using the Leishmune
vaccine against canine visceral leishmaniasis in Brazil.
Vaccine.
• Esse estudo conclui que 97,3% dos cães vacinados
• apresentam-se saudáveis após dois anos da vacinação.
83
Leishmaniose em cães
(O que argumenta o fabricante)
• O fabricante alega que a vacina já foi utilizada em 60.000
• cães e que apenas 171 casos (aproximadamente 0,3%) de
• leishmaniose comprovados por diagnóstico parasitológico
• e/ou molecular foram descritos nessa população.
• O índice de falha vacinal é muito baixo.
• Além disso, tais cães poderiam estar previamente
infectados
• (sorologia prévia falso-negativa).
84
Leishmaniose em cães
(O que dizem os contrários a vacinação)
• O cão vacinado, embora não adoeça, continua um
reservatório do protozoário!
85
Leishmaniose em cães
(O que argumenta o fabricante)
• Saraiva et al. 2005. The FML-vaccine (Leishmune)
against canine visceral leishmaniasis: A transmission
blocking vaccine. Vaccine.
• Esse estudo conclui que anticorpos de cães vacinados
• previnem o desenvolvimento das formas promastigotas no
• flebotomíneo*. Assim, a vacina seria uma vacina
• bloqueadora de transmissão.
*Bloqueia a adesão dos amastigotas ao
intestino dos flebotomíneos (79,3%).
86
Leishmaniose em cães
(vacinação)
• Nogueira et al. 2005. Leishmune vaccine blocks the
transmission of canine visceral leishmaniasis. Absence of
Leishmania parasites in blood, skin and lymph nodes of
vaccinated exposed dogs. Vaccine.
• Esse estudo conclui que cães vacinados não são
transmissores
• da leishmaniose por pelo menos 11 meses após a
vacinação.
• No mesmo período, o grupo
controle apresentou PCR*
*PCR dos LN e do sangue, IHQ da pele e
ELISA do soro.
• positivo em 56,7% dos casos.
87
Leishmaniose em cães
(O que dizem os contrários a vacinação)
• Não existem testes diagnósticos que diferenciem
cães vacinados de cães infectados!
88
Leishmaniose em cães
(O que argumenta o fabricante)
• Existem outras formas válidas de se diferenciar se um cão
• sorologicamente reagente apresenta apenas reação vacinal
ou
• infecção.
89
Leishmaniose em cães
(leitura recomendada)
Baneth G. 2006.
Leishmaniasis, 685-698.
In: Greene C.E. Infectious
diseases of the dog and
cat. 3th. ed. Saunders
Elsevier, St. Louis, 1387p.
90
Leishmaniose em cães
(leitura recomendada)
http://www.vet.uga.edu/vpp/
NSEP/Brazil2002/
leishmania/Eng/index.htm
91
Leishmaniose em cães
(leitura recomendada)
CRMV-MS 2002. Cartilha
sobre leishmaniose
visceral canina, Gráfica e
Editora Microart, Campo
Grande, 52p.
92
Leishmaniose em cães
(agradecimentos)
Professora Daniela Rozza – UNESP Araçatuba
Professor Renato Santos – UFMG Belo Horizonte
Professor Carlos Eurico Fernandes – UFMS Campo Grande
Professora Alessandra Gutierrez Oliveira – UFMS Campo Grande
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Leishmaniose canina