José Salomão Schwartzman
Histórico
José Salomão Schwartzman
Deficiência Mental
histórico
Deficiência mental é um conceito que se desenvolveu com a história.
Modificou-se na sua natureza e significado através do tempo (Blatt,
1987).
A deficiência mental não pode ser plenamente entendida a menos que se
examine a sociedade, cultura e histórica em que ela ocorre (Sarason,
1985)
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Deficiência Mental
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Muitas pessoas acham que os assuntos envolvendo a educação
especial nos dias atuais são completamente novos. Mas se você ler o
material histórico sobre a educação especial, você verá que os
assuntos e problemas atuais são surpreendentemente similares
àqueles de há muito tempo atrás. Assuntos, problemas e idéias
surgem, florescem, ficam latentes e reaparecem quando as condições
mostram-se novamente adequadas ao seu crescimento (Patton,
Blackbourn e Fad, 1996)
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Estatueta dos Olmecas,
tribo que habitou a região
do golfo do México
entre 1500 AC e 300 DC
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Estas figuras representam,
provavelmente, objetos de culto
religioso e foram encontradas
nas vizinhanças de templos.
Os Olmecas acreditavam que
estes indivíduos eram o produto
do cruzamento do jaguar com
as mulheres mais idosas da
tribo e eram considerados seres
híbridos: deuses / humanos
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Algumas pinturas representam o
ato sexual entre o jaguar e uma
mulher
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As crianças resultantes
dessas uniões recebiam
tratamento especial por
várias razões:
1) eram, freqüentemente, filhos
das mulheres mais velhas
da tribo;
2) apenas algumas
sobreviviam, o que as
tornava especiais
3) tinham características físicas
peculiares, o que as tornava
singulares
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Representações de outras
deformidades foram
encontradas: corcundas e
indivíduos com pés tortos
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em Esparta, crianças portadoras de deficiências físicas ou mentais
eram consideradas sub-humanas o que legitimava sua
eliminação ou abandono.
a prática da “exposição” (abandono à inanição) foi admitida por
Platão (428 a. C.)
Platão
Pessotti, 1983
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Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), filósofo grego, foi discípulo de
Platão e autor de vários tratados sobre lógica, política, história
natural e física
para Aristóteles, a ”exposição” seria admissível até mesmo para
filhos normais, em nome do equilíbrio demográfico numa
posição coerente com as idéias da Política
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Aristóteles
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o tratamento dispensado aos deficientes mentais e indivíduos com
outras deficiências começa a se modificar com a difusão do
Cristianismo na Europa
uma vez que o deficiente ganha alma, não pode mais ser
abandonado ou eliminado sem se atentar contra os desígnios
da divindade (Pessotti, 1983)
esta igualdade no plano do status moral ou teológico não
corresponderá, entretanto, a uma igualdade civil, de direitos
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Santo Agostinho, que se batizou
em 387, argumentou que os
eventuais pecados dos pais não
eram, de forma alguma,
responsáveis pelo nascimento
de crianças deficientes; se
algum pecado estivesse,
realmente envolvido, se
trataria do pecado original,
que seria responsável por todos
os problemas do mundo
Santo Agostinho
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o deficiente mental passa a ser acolhido em conventos e igrejas
onde garante sua sobrevivência em troca de pequenos serviços
à Instituição ou à pessoa “benemérita” que o abriga
um monastério, localizado no condado de Leicester, Inglaterra foi
objeto de estudos arqueológicos na década de 50 e um dos
achados foi um crânio pertencente à uma criança de 9 anos de
idade, portadora da síndrome de Down
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é fato bem conhecido que, no norte da França, comunidades
compostas por pessoas com deficiência mental costumavam se
organizar ao redor dos monastérios e recebiam cuidados dos
religiosos
alguns dos menos prejudicados eram admitidos nos monastérios
como irmãos leigos
eram chamados de “christiani “ e na França de “chrétien” palavra
que acabou se modificando para “crétin”
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muitos moradores destas vilas eram procedentes das regiões
montanhosas da Suíça e sua deficiência, como se determinou mais
tarde, decorrente da falta endêmica de iodo na água da montanha, o
que causava hipotireoidismo
o termo cretinismo, como se sabe, passou a ser utilizado, mais tarde, para
definir a associação do hipotireoidismo com deficiência mental
em algumas regiões italianas a palavra “cristiano” é utilizada, atualmente,
com o significado de “homem sem importância”, “homem qualquer” ou
“pobre coitado”
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no século XIII surge a primeira instituição para abrigar deficientes
mentais: uma colônia agrícola na Bélgica (Dickerson, 1981)
no século seguinte, em 1325, é formulada a primeira legislação
sobre os cuidados a serem tomados com a sobrevivência dos
deficientes mentais: De praerogativa regis, baixada por Eduardo
II da Inglaterra (Pessotti, 1983). Nesta lei se distingue pela
primeira vez, do ponto de vista jurídico, o deficiente mental do
doente mental.
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pintura religiosa em Aachen, Alemanha,
de pintor desconhecido e de cerca
de 1505; mostra uma criança com
um macaco
a criança está vestida de forma muito
diversa das outras figuras e o tipo
de vestimenta e a associação com
o macaco costumava representar, à
época, pessoas consideradas
“anormais”
a criança tem várias características
fenotípicas da SD
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a Idade Média não se notabilizou por sua humanidade e delicadeza
o movimento denominado Inquisição, que pode ser considerado como o
movimento fundamentalista cristão, foi oficializado em 1231 e perdurou
até os meados do século XVIII. A tortura como método para se obter a
“verdade” dos suspeitos de heresia foi oficializada pelo Papa em 1252.
calcula-se que a Inquisição tenha levado à morte cerca de
350 000 pessoas na Europa
no auge do movimento, entre 1450 e 1700, estima-se que
pessoas tenham sido queimadas vivas
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20 000
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Em São Paulo, entre 1749 e 1771 nove mulheres e quatro homens foram
acusados de feitiçaria
os processos seguiam fielmente a cartilha da Inquisição portuguesa e
eram encaminhados para Portugal
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em um desses processos, Páscoa, escrava paulistana foi acusada
de usar pedaços de unha, fios de cabelo e excrementos
humanos para enfeitiçar e matar
depois de fazer um pacto com o demônio teria se tornado uma
serial killer, tendo matado cinco pessoas
sabe-se que seu processo foi encaminhado para a Inquisição de
Portugal mas não se conhece ao certo o destino dessa escrava
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Instrumentos para torturar dementes e bruxas
segundo gravura de 1527 (apud Pessotti, 1983)
A Santa Inquisição
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mesmo sem muitas provas documentais é comum afirmar-se que,
entre os que foram perseguidos e mortos pela Inquisição como
sendo hereges, muitos seriam, na verdade loucos ou
deficientes mentais
estudando-se as obras que regiam o processo inquisitorial
podemos observar quão facilmente os aspectos considerados
suspeitos ou indicativos de bruxaria ou heresia poderiam ser
aplicados a indivíduos, na verdade, deficientes mentais
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o Directorum inquisitorum (1370) de Nicolau Emérico, denominado
de O Grande Inquisidor de Aragão, recomenda que o inquisidor
não se iluda quando o acusado responde a uma pergunta por
uma admiração
seria outra prova de culpa responder a algo que não se lhe
pergunta ou não responder àquilo sobre o que se é interrogado
ou ainda, mudar de discurso
pela mesma obra os nigromantes podem ser identificados pela
vista torta, por causa das visões, aparições e conversas com os
espíritos maus ( Pessotti, 1983)
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Martin Lutero (1483-1546), o grande reformista social, iniciou o
movimento da Reforma em 1517 ao publicar suas 95 teses
Lutero pregava a morte pelo fogo
da criança deficiente e sua mãe,
por suas relações impróprias com
o demônio: de que outra forma se
poderia explicar o nascimento de
uma criança tão deformada?
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Martin Lutero
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“Há oito anos vivia em Dessau um ser que eu, Martinho Lutero, vi e
contra o qual lutei. Há 12 anos, possuía vista e todos os outros
sentidos, de forma que se poderia tomar por uma criança normal. Mas
ele não fazia outra coisa se não comer, tanto como quatro camponeses
na ceifa. Comia e defecava, babava-se, e quando se lhe tocava,
gritava. Quando as coisas não corriam como queria, chorava. Então,
eu disse ao príncipe de Anhalt : se eu fosse o príncipe, levaria essa
criança ao Moldau que corre perto de Dessau e a afogaria. Mas o
príncipe de Anhalt e o príncipe de Saxe, que se achava presente,
recusaram seguir o meu conselho. Então eu disse: pois bem, os
cristãos farão orações divinas na igreja, a fim de que Nosso Senhor
expulse o demônio. Isso se fez diáriamente em Dessau, e o ser
sobrenatural morreu nesse mesmo ano..”. (Kanner, 1964 apud
Pessotti, 1983)
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Paracelsus, na verdade
Theophrastus Bombastus von
Hohenheim (1493-1541), médico
e alquimista escreve “Sobre as
doenças que privam os homens
da razão”, publicada
postumamente em 1567 na qual,
pela primeira vez, a loucura e
a idiotia passam a ser
considerados
problemas médicos e não mais
teológicos ou morais
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•
Thomas Willis (1621-1675) publica o
Cerebri anatome e inaugura uma visão
organicista diante dos quadros de
deficiência mental
•
Willis tenta explicar os processos
neurofisiológicos relacionados à
condução dos estímulos nervosos às
idéias de fluido nervoso, suco nervoso,
líquido dos nervos e fluidos voláteis ou
“espíritos animais”
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Segundo Willis: A idiotia e a estupidez dependem de uma falta
de julgamento e de inteligência, que não corresponde ao
pensamento racional real: o cérebro é a sede da enfermidade,
que consiste numa ausência de imaginação e memória, cuja
sede está no cérebro. A imaginação, localizada no corpo caloso
ou substância branca; e a memória, na substância cortical.
Assim, se a imbecilidade ou a estupidez aparecem, a causa
reside na região cerebral envolvida ou nos espíritos animais ou
em ambos.
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Ventrículos cerebrais desenhados por
Hieronymous Brunschwig numa edição
de 1525 de seu livro publicado em 1497
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John Locke (1632-1704) escreveu sobre economia, medicina, política e
religião
publicou, em 1690, o Essay Concerning Human Understanding no qual
insiste em mostrar que a “natureza e as limitações do entendimento
humano como argumento para fundamentar a tolerância religiosa e
filosófica”
“a experiência é o fundamento de todo o nosso saber. As observações que
fazemos sobre os objetos sensíveis externos ou sobre as operações
internas da nossa mente, e que percebemos, e sobre as quais
refletimos nós mesmos, é o que supre o nosso entendimento com
todos os materiais de pensamento”
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Madona e Criança, de Andrea
Mantegna (1431-1506)
a criança tem várias características da
síndrome de Down e a Madona
retratada teria tido como modelo a
mãe natural da criança
a criança seria a filha de Barbara de
Bradenburgo, da família dos
Gonzaga de Mantua
acredita-se que um dos 14 filhos de
Mantegna tivesse, também,
síndrome de Down
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Anjo – Detalhe do Quarto dos Esposos
Andréa Mantegna (1430-1506)
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A Virgem e o Menino
Andréa Mantegna
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Madonna col Bambino
Andréa Mantegna
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Madone des Carrières
Andréa Mantegna
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Jesus no Templo
G. Bellini (1429-1507)
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Madona com o Infante numa coroa de flores e anjos
Rubens e Jean Brueghel (1568-1625)
•
o pintor flamengo Jacob Jordaens
(1593-1678) incluiu sua esposa
Catherine van Noort e sua filha
Elizabeth, que tinha SD, em várias
pinturas
•
vemos à direita a pintura Satyr
and Peasent Jordaens (16201621)
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Jacob Jordaens (1657); Adoration of the Shepherds
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Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
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Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
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Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
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Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
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Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
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Diego Rodriguez de Silva y Velázquez 1660
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La monstrua vestida; Miranda, 1685
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La monstrua desnuda; Miranda, 1685
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Lady Cockburn e seus filhos;
Sir Joshua Reynolds (1723-1792)
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Meninos imbecis, internos do Pennsylvania Training
School for Feeble-Minded Children (1857)
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Cretina de 27 anos
desenho do Boletim da Academia de Medicina de Paris (1859)
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Criança cretina
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Adulto com cretinismo
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Hidrocefalia 1875
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Irmãos com Distrofia Muscular 1894
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Observations on an Ethnic
Classification of Idiots
By J. Langdon H. Down, M.D., London
London Hospital Reports, 3:259-262, 1866
Dr. John Langdon Down
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Pai com bócio e seu filho cretino; desenho de
Baillarger e Krishaber, 1879 (apud Pessotti, 1983)
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Cretino segundo desenho de Baillarger e
Krishaber, 1879 (apud Pessotti, 1983)
Dormitório do Illinois Asylum for Feeble-Minded Children (1880)
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Internas do Illinois Asylum for
Feeble-Minded Children (1890)
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Idiota mongolóide (1890)
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em 1908 surge o primeiro tratado sobre deficiência mental publicado por
Tretgold: Mental Deficiency (Amentia)
na quarta edição desta obra, publicada em 1922 encontramos a seguinte
classificação da deficiência mental:
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Variedades clínicas que podem estar presentes em qualquer um dos
seguintes graus: idiotia, imbecilidade e deficiência
1 - simples
2 - microcefálica
3 - mongólica
4 - sifilítica
5 - amaurótica
6 - hidrocefálica
7 - porencefálica
8 - esclerótica
9 - paralítica
10- outras: tóxicas, metabólicas e vasculares
11- epiléptica
12- cretinismo
13- nutricional
14- isolamento
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Classe especial, Rochester (1910)
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Classe especial, Rochester (1910)
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Imbecil do tipo apático (Tretgold, 1922)
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Cretinismo (Tretgold, 1922)
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The Littleton House Troop of Scouts (Tretgold, 1922)
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Hidrocefalia compensada, imbecilidade e
epilepsia (Tretgold, 1922)
Menina e menino com cretinismo (Tretgold, 1922)
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Moça deficiente com equilíbrio emocional
instável (Tretgold, 1922)
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Imbecil do tipo semi-mongolóide
(Tretgold, 1922)
Imbecilidade sifilítica (Tretgold, 1922)
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Balanço, New York (1932)
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•
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em 1934, Folling , médico
norueguês, descreveu a
fenilcetonúria, o primeiro erro
inato do metabolismo identificado
como causa de deficiência mental
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trata-se de um distúrbio metabólico envolvendo uma enzima, a
tirosina, que degrada um amino-ácido, a fenilalanina
em decorrência do acúmulo de fenilalanina no organismo surgem
os sinais e sintomas característicos desta condição
o tratamento dietético deste distúrbio evita a ocorrência de
deficiência mental
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Jerome Lejeune (França) (figura
ao lado) e Patrícia A. Jacobs e
colaboradores (Escócia) (1959)
descreveram, de forma
independente, a presença de
um cromossomo extra em
pacientes com SD
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Enfermaria da Lincoln State School (1970)
prêmio Pulitzer de fotografia - Jack Dykinga
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